O domínio da ação sobre a perscepção
1º CENA (retomando o que já foi criado)
A mão nasce de um casulo de papel laminado. Encontra-se com
o olho e passa a ter um conflito/uma descoberta com este. A mão cai e morre. A
luz faz renascer. A mão engole o olho.
O olhos nasce. Percebe a mão e passa a ter um conflito com
esta. A mão cai e o olho foge. A mão domina o olho. Ele morre?
2º CENA
A mão, agora do tamanho de um humano, nasce de um casulo de
papel craft. A mão descobre uma venda, um zíper no horizonte e abre-o revelando
o olho.
Relação
A mão pega o olho e passa a olhar.
DO PROCESSO
PARTIR DE SI
Partir de si sendo: animal, molusco, vertebrado,
invertebrado
Um molusco que tentava se locomover dificultosamente.
Um vertebrado que tentava nascer e se livrar de seu ninho
A partir do seu corpo: movimento
Um molusco que não consegue se mover porque tem somente uma
mão e um pé. Cancelasse o pé e permanece somente a MÂO. Ela agora pode se mover
de diversas forma mas ainda parece estar meio ‘boba’, sem AÇÃO
Um vertebrado que nasce, bate as asas, torna-se uma coruja.
Da coruja restará os OLHOS.
Criar o objeto
Após a opção pela MÂO ela teria que se tornar um ser e
deixar de ser mão. A sua objetivação ocorreu depois de alguns testes de
pintura, diferentes unhas, até se chegar na versão definitiva.
O Olho. A retomada de um objeto que representasse o olho.
Os dois seres foram melhor se definindo como personagens
após o encontro com o outro. Foi desse confronto/relação que surgiu algum tipo
de ação cênica.
RETOMADA
Após 6 meses os dois personagens foram retomados. Agora com
outras características mas nunca deixando de ser o que eram na sua
essencialidade: MÂO e OLHO. Já neste momento os personagens falaram mais por si
do que por uma ação externa. Percebe-se nesta 2 cena que existe mais uma
reformulação externa imagética dos seres do que da sua essência propriamente
dita. O confronto é retomado de uma forma diferente porém de mesmas reação.