terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Roteiro Mãos e Olhos/março 2011


O domínio da ação sobre a perscepção

1º CENA (retomando o que já foi criado)

A mão nasce de um casulo de papel laminado. Encontra-se com o olho e passa a ter um conflito/uma descoberta com este. A mão cai e morre. A luz faz renascer. A mão engole o olho.

O olhos nasce. Percebe a mão e passa a ter um conflito com esta. A mão cai e o olho foge. A mão domina o olho. Ele morre?

2º CENA

A mão, agora do tamanho de um humano, nasce de um casulo de papel craft. A mão descobre uma venda, um zíper no horizonte e abre-o revelando o olho.

Relação

A mão pega o olho e passa a olhar.

DO PROCESSO

PARTIR DE SI
Partir de si sendo: animal, molusco, vertebrado, invertebrado
Um molusco que tentava se locomover dificultosamente.
Um vertebrado que tentava nascer e se livrar de seu ninho

A partir do seu corpo: movimento
Um molusco que não consegue se mover porque tem somente uma mão e um pé. Cancelasse o pé e permanece somente a MÂO. Ela agora pode se mover de diversas forma mas ainda parece estar meio ‘boba’, sem AÇÃO
Um vertebrado que nasce, bate as asas, torna-se uma coruja. Da coruja restará os OLHOS.

Criar o objeto
Após a opção pela MÂO ela teria que se tornar um ser e deixar de ser mão. A sua objetivação ocorreu depois de alguns testes de pintura, diferentes unhas, até se chegar na versão definitiva.
O Olho. A retomada de um objeto que representasse o olho.

Os dois seres foram melhor se definindo como personagens após o encontro com o outro. Foi desse confronto/relação que surgiu algum tipo de ação cênica.

RETOMADA
Após 6 meses os dois personagens foram retomados. Agora com outras características mas nunca deixando de ser o que eram na sua essencialidade: MÂO e OLHO. Já neste momento os personagens falaram mais por si do que por uma ação externa. Percebe-se nesta 2 cena que existe mais uma reformulação externa imagética dos seres do que da sua essência propriamente dita. O confronto é retomado de uma forma diferente porém de mesmas reação.