1° Semestre de 2010
Parimos a ideia de que a criação inicia-se sempre no casulo,
na casca, na concha, no ninho, ou em qualquer elemento que crie esse interno,
esse interior. Nossa germinação começou através de ações práticas que buscavam
este local de proteção. Ressaltou-me o fato de que alguns seres jamais deixam
sua concha, tem uma relação de eterna troca, ser e concha são um só e
no momento que se separam morrem. Materializar esse ser/concha, ainda sem nome
de batismo, foi uma experiência introspectiva e linear, ser e material se
formaram juntos e sozinhos sem muito esforço.
É então, no momento de dar anima a esse ser, no momento de
imprimir ações a ele que se encontram as maiores dificuldades. Nesta
brincadeira de ser um pouco Deus parece-me que o objeto/ser forma-se por si
mesmo, mas a ação do homem para dar-lhe movimento acaba tornando-se artificial.
Após várias tentativas, um tanto quanto frustradas, de impor
um movimento a este novo personagem criado, o que facilitou o processo foi a
junção com o outro. Está atração com o outro elemento/personagem tornou
possível burlar a dificuldade de dar anima ao objeto. O homem deixar de ter que ‘dar vida à’ e tornar-se apenas o reativo a ação do seu
oponente. A partir dessas ações e reações a saga dos personagens criou-se sozinha, ou seja, os personagens tomaram vida própria sem a
necessidade de serem domados pelas forças externas do manipulador.
Uma pequena cena foi criada e deixamos que o processo
de criação-apresentação se completasse como experimento.
nascimento da mão
Experimento prático


