IDÉIA CONSCIENTE
OU INCONSCIENTE:
Partimos a idéia
de que a criação inicia-se sempre no casulo, na casca, na concha, no ninho, ou
em qualquer elemento que crie esse interno, esse interior.
AÇÕES
PRÁTICAS/BUSCA:
Nossa germinação
começou através de ações práticas que buscavam este local de proteção.
MATERIALIZAÇÃO:
Materializar esse
ser/concha, ainda sem nome de batismo, foi uma experiência introspectiva e
linear, ser e material se formaram juntos e sozinhos sem muito esforço.
ANIMAR:
Nesta brincadeira
de ser um pouco Deus parece-me que o objeto/ser forma-se por si mesmo, mas a
ação do homem para dar-lhe movimento acaba tornando-se artificial.
RELAÇÕES:
O homem deixa de
‘dar vida á’ e tornar-se apenas o reativo a ação do seu oponente.
SAGA:
Todo teatro de
imagens tem uma saga mesmo que seja só uma direção.
ETERNO-RETORNO:
Volta-se a
materialidade
A falta de texto e a inserção do vocabulário visual deixam o
teatro de imagem mais próximos dos entendimentos míticos do homem.
A Saga está mais próxima ao que ocorre em nossos sonhos, sem
começo, sem meio e sem fim.
Mesmo que tenhamos alguma
consciência do processo, é no espaço ilógico e irracional que este teatro se
cria.
Não é mais a compreensão linear que interessa, não é mais a
transmissão de uma narrativa, é o que pode ser despertado no inconsciente, o
que pode ser sensibilizado.