terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Reflexões de um processo/setembro 2012


IDÉIA CONSCIENTE OU INCONSCIENTE:
Partimos a idéia de que a criação inicia-se sempre no casulo, na casca, na concha, no ninho, ou em qualquer elemento que crie esse interno, esse interior.

AÇÕES PRÁTICAS/BUSCA:
Nossa germinação começou através de ações práticas que buscavam este local de proteção.

MATERIALIZAÇÃO:
Materializar esse ser/concha, ainda sem nome de batismo, foi uma experiência introspectiva e linear, ser e material se formaram juntos e sozinhos sem muito esforço.

ANIMAR:
Nesta brincadeira de ser um pouco Deus parece-me que o objeto/ser forma-se por si mesmo, mas a ação do homem para dar-lhe movimento acaba tornando-se artificial.

RELAÇÕES:
O homem deixa de ‘dar vida á’ e tornar-se apenas o reativo a ação do seu oponente.

SAGA:
Todo teatro de imagens tem uma saga mesmo que seja só uma direção.

ETERNO-RETORNO:
Volta-se a materialidade



A falta de texto e a inserção do vocabulário visual deixam o teatro de imagem mais próximos dos entendimentos míticos do homem.

A Saga está mais próxima ao que ocorre em nossos sonhos, sem começo, sem meio e sem fim.

 Mesmo que tenhamos alguma consciência do processo, é no espaço ilógico e irracional que este teatro se cria.

Não é mais a compreensão linear que interessa, não é mais a transmissão de uma narrativa, é o que pode ser despertado no inconsciente, o que pode ser sensibilizado.